ATIVIDADES PRODUTIVAS

Principais Atividades Produtivas Coordenadas pela ARCO

Alguns critérios são definidos com referencial metodológico na execução dessas atividades, saber:
(a)
natureza familiar, coletiva e solidária em todos os aspectos do processo produtivo, sem o menor espaço para atitudes individualistas;
(b) realização de parcerias com instituições governamentais, privadas ou até mesmo pessoais para apoiar as ações;
(c) interação entre as atividades produtivas de modo que uma atividade gere subprodutos para potencializar a execução da(s) outra(s), criando uma cadeia de valores;
(d) buscar ao máximo possível a agregação de valor econômico aos produtos;
(e)
articular grupos de assentados que participaram das atividades, buscando sua consolidação e em seguida inclusão de novos participantes.

1. Platio de Sorgo

2. Pólo de Tilapicultura

3. Fruticultura

4. Plantios de Ciclo Curto

5. Programa Biodisel

6. Apicultura

7. DRS de Caprinos e Ovinos

 


1. PLANTIO DE SORGO

O plantio de sorgo tem como finalidade substituir o plantio de milho, pois a cultura do sorgo é mais resistente a estiagem. Os plantios são realizados nos módulos familiares. No ano de 2006 foram plantados 4.000 hectares, com envolvimento de 2099, de 91 comunidades rurais de todo o Mato Grande. O sorgo tem sido utilizado principalmente para dá suporte às pequenas criações de animais.

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2. PÓLO DE TILAPICULTURA

A criação de tilápia foi estruturada de acordo com a metodologia do Programa DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável) do Banco do Brasil. O projeto tem estrutura modular com 6 tanques manejados por 6 famílias. O ciclo de engorda da tilápia é de 6 meses, portanto é possível programar 1 despesca por mês. Cada tanque tem 1.750 m2 de área inundável, possibilitando uma produção de 1.700 kg de peixe. Esta produção mensal de cada módulo vendida a R$ 5,00 / kg, dá uma receita bruta de R$ 8.500,00. Considerando uma margem de 60% (agricultura familiar tem baixo custo operacional efetivo), obtém-se um resultado financeiro positivo de R$ 5.100,00 mensalmente. Este valor é distribuído da seguinte forma: (a) 1 salário mínimo para cada uma das 6 famílias (Total de R$ 2.490,00); (b) os R$ 2.610,00 restantes são divididos em “duas pernas”: uma para pagar o investimento e custeio do banco e outra para formar um fundo de expansão do projeto com inclusão de novas famílias.

Considerando que das 6 famílias basta 1 para cuidar diariamente do módulo com 6 tanques, num sistema de rodízio cada família trabalha apenas 5 dias por mês. Nesse contexto, as famílias podem cuidar de outras atividades e a renda de 1 salário mensal por 5 dias de trabalho torna o Pólo de Tilapicultura um “grande negócio”. A venda do pescado está sendo feita na comunidade (preço mais baixo para os piscicultores e moradores); nas feiras dos municípios vizinhos (preço um pouco mais alto) e em Natal (supermercados, restaurantes e DISK Tilápia).

O Pólo de Tilapicultura está projetado inicialmente para 120 tanques e 120 famílias (20 módulos), com perspectiva futura de 504 tanques (84 tanques). Atualmente existem 54 tanques com peixes, com produção da ordem de 13 toneladas mensais.

Esses tanques de criação estão localizados nos seguintes assentamentos (municípios): (a) Canudos (Ceará Mirim) – 12 tanques; (b) Modelo I e Modelo II (João Câmara) – 12 tanques; (c) Bebida Velha (Pureza) – 12 tanques; (d) Aracati (Touros) – 18 tanques.


 

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3. FRUTICULTURA

Atividades com plantios de mamão e banana. No assentamento Canudos existem 7,5 hectares de mamão hawaí e 7,5 hectares de banana, irrigados com efluentes dos tanques de piscicultura. A produção de mamão é exportada e a de banana é vendida pelo PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) na cidade do Natal, na forma de Compra Direta e Doação Simultânea. Esse processo comercial gerou a necessidade de criação da COPEC (Cooperativa dos Produtores do Assentamento Canudos), criada em junho de 2005.


Plantio de banana no assentamento Canudos

Plantio de mamão no assentamento Canudos

 

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4. PLANTIOS DE CICLO CURTO

As áreas plantadas com fruticultura passam por um sistema de rodízio com plantios de culturas de ciclo curto. No assentamento Canudos existe uma terceira área de 7,5 hectares, também irrigada, para fazer este rodízio. Nesta área são plantados: feijão, jerimum, melancia, macaxeira, milho.

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5. PROGRAMA BIODISEL

Esta atividade iniciou com parceria com a Petrobrás para plantio de culturas voltadas ao Programa do Biodiesel. Houve experiência com Pinhão Manso, mas o programa se consolidou com o plantio de 1.750 hectares de girassol em 2008 e neste ano de 2009 já está cadastrado o plantio em 2.500 hectares. A Petrobrás cedeu uma extratora de óleo, em regime de comodato, à ARCO e a produção de 2008 está sendo esmagada no próprio assentamento. O óleo é entregue a Petrobrás e a torta de girassol (36% de proteína bruta) está gerando potencial para instalação de um DRS (Banco do Brasil) de Caprinos e Ovinos, que será iniciado em 2009. Também visando o aproveitar este sub-produto do girassol, está em estudo uma unidade doméstica de criação de galinha caipira.

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6. APICULTURA

Durante o plantio de girassol em 2008 foi implantado um projeto de produção de mel de abelha. Durante as atividades do PROJETO PIRACEMA, com apoio do Instituto Cooperforte, que fazia a capacitação dos piscicultores do Pólo de Tilapicultura foram feitas oficinas de construção de colméias e manejo da produção de mel. Cinquenta colméias foram instaladas nas últimas áreas de plantio de girassol, com produção de mel na ordem de 20 kg / hectare. Neste ano de 2009 serão instaladas 500 novas colméias e em 2010 mais 500, totalizando 1.000 colméias nos assentamentos. A produção das caixas é feita pelos próprios assentados reciclando “pallets” da CEASA e reduzindo em 90% o custo.

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7. DRS DE CAPRINOS E OVINOS

Este projeto será desenvolvido a partir de 2009 com coordenação da ARCO, do Banco do Brasil e UFRN. Esta iniciativa será iniciada por conta da disponibilidade de água dos efluentes da piscicultura para formar capineira e a disponibilidade da torta de girassol para fazer ração.

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